𝐌𝐢𝐧𝐢𝐬𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐚 𝐒𝐚ú𝐝𝐞 𝐈𝐧𝐚𝐮𝐠𝐮𝐫𝐚 𝐨 𝐏𝐨𝐥𝐨 𝐎𝐧𝐜𝐨𝐥ó𝐠𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐛𝐚𝐫𝐥𝐚𝐯𝐞𝐧𝐭𝐨
Incorporada na Central de Consultas Ambulatoriais do Hospital central Dr. Baptista de Sousa, inaugurada esta segunda-feira, 09 de março.
O Polo Oncológico de São Vicente destina-se a aproximar os cuidados e tratamentos na área de oncologia (cancro) mais perto das populações das ilhas de barlavento (São Vicente, Santo Antão, São Nicolau e Sal).
O objetivo é que os pacientes oncológicos da região norte do país que tinham que se deslocar à Praia, para seguir o seu tratamento, passassem a ser tratados mais perto de casa e de suas famílias.
Com isso permite diminuir as evacuações de barlavento para Praia, reduz a vulnerabilidade e os encargos das famílias e facilita o apoio familiar aos entes queridos.
Por isso, o Polo Oncológico, enquanto parte integrante da Central de Consultas Ambulatoriais, traz mais capacidade de resposta no acompanhamento, mais organização dos cuidados, mais segurança clínica, mais humanização.
Trata-se de um projeto materializado com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, totalmente equipada.
Segundo o Ministro da Saúde, só para se ter uma ideia, em 2024 foram registados 508 novos casos de cancros, a nível nacional. Destes, 416 casos foram provenientes do Hospital Universitário Agostinho Neto, correspondendo à maioria dos casos e o Hospital Batista de Sousa registou 92 casos.
Por isso o país tem apostado na criação de mais condições para garantir melhor seguimento e tratamento destes casos.
De acordo com o governante, na Praia o Serviço de Oncologia já oferece consultas especializadas, cirurgia oncológica, exames complementares, quimioterapia e diagnóstico anatomopatológico no HAN. As evacuações para o exterior estão atualmente concentradas essencialmente para radioterapia.
O Serviço de Oncologia da Praia encontra-se plenamente operacional, com financiamento integral pelo Orçamento do Estado. As sessões de quimioterapia já é uma realidade. O custo médio por sessão ronda os 60 mil escudos, integralmente suportado pelo Estado, garantindo equidade no acesso, proteção financeira das famílias e redução do abandono terapêutico.
O Serviço deve entrar em funcionamento dentro de pouco tempo, mediante um plano de operacionalização que deve nortear este processo.













