Ministro da Saúde preside à abertura de atelier sobre gestão farmacêutica e reafirma compromisso com reformas estruturantes no setor
No âmbito da modernização do Sistema Nacional de Saúde, o Governo de Cabo Verde assumiu como prioridade estratégica a revisão e a consolidação da política farmacêutica nacional. É fundamental efetivar o direito constitucional à saúde através do acesso atempado a medicamentos seguros, eficazes, de qualidade e a preços acessíveis para toda a população.
Na abertura oficial do Atelier de Formação sobre Gestão do Aprovisionamento de Medicamentos, Vacinas e Outros Produtos de Saúde e Implementação das Boas Práticas de Farmácia nas Estruturas Públicas de Saúde, o Ministro da Saúde, Lúcio Miranda Fernandes, destacou que a gestão farmacêutica vai muito além de uma questão logística ou administrativa.
“Podemos construir hospitais modernos, formar excelentes profissionais, investir em novas tecnologias e adquirir equipamentos de última geração. Mas, se o medicamento não estiver disponível quando o doente dele necessita, se a vacina não chegar em perfeitas condições à criança que dela precisa, então o sistema falha na sua missão mais importante: proteger vidas”, alertou o Ministro da Saúde.

Sem esconder os desafios do setor, o titular da pasta da Saúde reconheceu que a fragilidade na gestão de stocks se tem traduzido em ruturas frequentes, falhas no planeamento de necessidades, desperdícios e desarticulação entre as estruturas públicas de saúde, afetando a confiança dos utentes.
Para inverter este cenário, o Ministro afirma que é fundamental a construção do novo Depósito Nacional de Medicamentos, uma infraestrutura concebida em conformidade com padrões internacionais de armazenamento, conservação e distribuição, permitindo expandir a capacidade estratégica do país, reforçar a eficácia da resposta em situações de emergência sanitária e eliminar perdas decorrentes de acondicionamento desadequado.
A necessidade de investimento junta-se a digitalização do sistema de informação, que permitirá monitorizar em tempo real as necessidades das farmácias públicas, hospitais e delegacias de saúde.
“Queremos substituir uma lógica reativa por uma gestão baseada em planeamento, evidência e previsibilidade. Uma boa gestão não significa apenas comprar mais: significa comprar melhor, armazenar melhor e distribuir melhor”, enfatizou Lúcio Miranda Fernandes.
Com a realização deste atelier e a visão para o sector farmacêutico, o Ministério da Saúde quer implantar uma cultura de qualidade e eficiência na cadeia de abastecimento, para reforçar e consolidar a confiança dos cidadãos no Sistema Nacional de Saúde.
Este importante evento contou com a presença de David Matern, representante do Escritório Conjunto do PNUD, UNFPA e UNICEF, um importante e estratégico parceiro de Cabo Verde, além de outros parceiros, técnicos, assessores e profissionais de farmácia.













