Estas Jornadas inserem-se no esforço da materialização dos compromissos assumidos pelo governo, nomeadamente no sentido de agir para reduzir as iniquidades de género na saúde.

Dar continuidade ao processo de implementação do Programa + Género, e aos esforços de integração da abordagem Género no Plano Nacional do Desenvolvimento Sanitário como produtos de parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto da Igualdade e Equidade de Género, UNFPA e ONU-Mulheres.

A coordenadora da jornada, Wilza Vilela, mencionou durante a acção de formação, que qualquer país em vias de desenvolvimento para melhorar o seu indicador tanto a nível social como na educação, ético e humano, é preciso superar as iniquidades de géneros para assim dar o salto ao desenvolvimento.

Wilza Vilela avançou que de acordo com um relatório da OMS, as desigualdades são desnecessárias, injustas e evitáveis entre homens e mulheres, explicando que é preciso conhecer e estudar as diferenças de saúde entre os géneros para poder solucionar formas da sua redução.

A formadora disse ainda que, segundo um relatório que vai ser apresentado durante a jornada revela que em Cabo Verde existe uma “estrondosa” diferença da mortalidade entre homens e mulheres, mas que durante a formação vão tentar analisar e esta diferença.

A Ministra-adjunta e da Saúde, Cristina Fontes Lima, que presidia a abertura da jornada referiu que um dos objectivos fundamentais da política do governo é a transversalidade da abordagem do género.

Cristina Fontes alertou aos homens no sentido de se submeterem aos exames preventivo do câncer de próstata, bem como a prevalência contraceptiva, afirmando que esta ainda é um desafio e que o país não pode ter uma taxa tão baixa nesta matéria.