Cabo Verde é considerado, segundo uma análise da revista ´Les Afriques” , de 24 de Janeiro, o bom aluno da região da África Ocidental e Central por causa do sucesso da redução da sua taxa de mal-nutrição, graças às politicas integradas que mobilizaram os diversos sectores de actividade. Em uma grande reportagem de 10 páginas, a publicação passa em revista toda a vida económica, social e política do arquipélago.

Cabo Verde, lê-se no artigo, engajou-se num processo democrático que conduziu o país a um processo de desenvolvimento, que o catapultou em 2008 para os lugares cimeiros em África em termos de liberdade civil e direitos políticos, atingindo mesmo resultados similares a muitos países da OCDE. Entre 2004 e 2007 o país apresentou uma taxa de crescimento médio de 7%. Em 2011, houve um recuo para 5%, em 2013, estima-se que a taxa de crescimento pode estar situada em 5,1%.

A situação de Cabo Vede despertou interesse a nível do continente e, em 2012, um Grupo Regional de Nutrição para a África Ocidental e Central que confirmou uma redução significativa nos números da mal-nutrição. Basta dizer que houve um recuo na mal-nutrição aguda global de 6% em 1994 para 2,6% e crónica de 16% para 9%, enquanto que na África Ocidental e Central fixava-se em 10 e 37%, respectivamente.

O grupo analisou a importância das actividades económicas - Agricultura e Pesca - na diminuição da mal-nutrição, mas também o trabalho desenvolvido por Cabo Verde nos sectores da Saúde, produção de água, parcerias estratégicas, entre outros. Como aspectos negativos, destacou o alta prevalência da anemia nas crianças com menos de 5 anos.

Fonte: ASemana online