Em comemoração da Jornada Africana de Luta contra o Paludismo, este ano sob o lema “Manter os ganhos, Salvar a vidas: Investir na Luta contra o Paludismo o Ministério da Saúde - PNLP, o CNDS e a Delegacia da Saúde da Praia, realizaram na manhã de hoje, uma Jornada de Reflexão Sobre o Paludismo, na Sala de Reunião do Centro de Saúde da Achada, pelas 09h00.   

O acto foi presidido por S. E. a Ministra Adjunta e da Saúde, Cristina Fontes, e contou com a participação do Ministério da Saúde - PNLP, do Centro Nacional de Desenvolvimento Sanitário, da Delegacia da Saúde da Praia e da OMS.

Dados apontam que a nível Mundial, registam-se ganhos importantes na luta contra esta doença, com destaque na diminuição da mortalidade.Com efeito, em mais de metade dos países afectados pelo Paludismo, obteve-se uma redução da mortalidade em 50%, nos últimos 10 anos.

Entanto Cabo Verde apresenta indicadores confortáveis relativamente a esta doença, que o permitem estar numa fase de pré-eliminação, que tem exigido do Estado e da População esforços importantes no controlo do mosquito vector, e no diagnóstico e tratamento da doença. Foi nesta perspectiva que o país viu aprovada, recentemente, a sua proposta de pré-eliminação do Paludismo, pelo Fundo mundial de luta Contra esta doença.

O Director Nacional da Saúde, António Delgado, defende que Cabo Verde tem estado a desenvolver estratégias no combate contra o paludismo com a componente de luta vectorial que se dirige a todos os mosquitos, uma luta também contra febre-amarela.

Ou seja, medidas têm sido tomadas, apostando no combate diário, as equipas da delegacia da praia visitam as casas e controlam proliferadores de mosquitos  com enfoque na época das chuvas, desde da colocação do Abate em reservatórios de água e em certas ocasiões é feita a pulverização nas casas, sustenta o Director Nacional.

Está estabelecido um objectivo de até 2015 consolidar a pré-eliminação do paludismo num conceito técnico, pois a situação do País é frágil segundo o Director Nacional, e é necessário permanecer alerta e criar condições e conseguir alcançar a eliminação do paludismo até 2020.

Recorde-se que verifica-se no país uma importação frequente de casos de paludismo do Continente Africano, sobretudo de países vizinhos (30 casos de um total de 37 em 2011), e que o número total de doentes, nos últimos 4 anos, tem variado entre 18 e 70 casos. Contudo, apesar dos avanços, o país continua vulnerável à doença, o que exige das autoridades sanitárias e outras instituições públicas, da sociedade civil e da população em geral, uma acção vigilante e continuada para se poder manter os ganhos e salvar vidas.