Trata-se de uma equipa que se encontra em Cabo Verde para beber da experiência do nosso país em matéria de Luta Contra o paludismo, enquadrado num programa apoiado pelo Fundo Global para a partilha de experiências entre os países da região da Africa Ocidental sobre as estratégias de luta contra o paludismo.

Durante o encontro que teve lugar na manhã desta segunda-feira, 01 de agosto, o Ministro da Saúde, Arlindo do Rosário deu as boas vindas a esta equipa chefiada pelo Coordenador do Centro de Gestão das Subvenções, Idalécio Aguiar e disse que como países amigo e irmão, unidos por laços de sangue, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde tem muito que partilhar e garantiu a disponibilidade do Ministério da Saúde em proporcionar esta troca de experiências.

1Z5A7083Arlindo do Rosário manifestou ainda o seu conhecimento pelo recrudescimento dos casos de paludismo naquele arquipélago e disse que apesar de serem países com fatores climáticos diferentes pois a pluviosidade em São Tome é diferente enquanto que Cabo Verde tem períodos de seca maiores sendo que já há 5 anos que o país tem registado uma seca severa, as experiências podem ajudar na luta contra o paludismo.

De recordar que ainda a poucos dias os Ministros da Saúde dos dois arquipélagos tinha assinado um acordo de parceria para o lançamento da colaboração em matéria de luta contra o paludismo. O evento que teve lugar nesta sexta-feira 01 de julho em formato hibrido, os Ministros da Saúde de Cabo Verde, Arlindo do Rosário e de Tomé e Príncipe, Filomena Monteiro, lançaram as bases para uma cooperação no domínio de eliminação do paludismo que visa a partilha de experiências na luta para eliminação do paludismo nos dois territórios. O ato foi presenciado pela Ministra da Saúde de Portugal, Marta Temido.

Na ocasião, Arlindo do Rosário, Ministro da Saúde de Cabo Verde tinha considerado que as relações entre Cabo Verde e São Tomé e Príncipe estão fortemente unidos por laços históricos, culturais e de sangue, laços esses que vêm sendo reforçados nos diferentes setores sejam eles diplomáticos, sociais e económicos através de uma forte cooperação bilateral, mas também a nível da grande comunidade de países de língua portuguesa.

O paludismo continua a ser um importante problema de saúde pública nível mundial, com maior incidência nos países africano. Dos cerca de 241 milhões de casos reportados em 2020, em 85 países e territórios, seis países africanos representaram cerca de 55% de todos os casos globalmente, sendo eles, Nigéria (27%), República Democrática do Congo (12%), Uganda (5%), Moçambique (4%), Angola (3,4%) e Burkina Faso (3,4%).

Na situação inversa encontram dois países africanos, membros da E2025, uma iniciativa da OMS para países comprometidos a eliminar o paludismo até 2025. Sendo eles, i) Cabo Verde (CV), com 4 anos seguidos de zero casos locais, estando de momento na fase de preparação da certificação da eliminação junto da OMS, com a meta de ser certificado em 2023, e ii) São Tomé e Príncipe (STP), na fase de Pré-Eliminação, com alguma variação de casos anual de número de casos.

Do Programa de encontros esta equipa técnica irá visita o Programa Nacional de Luta Contra o paludismo, o Instituto Nacional de Saúde Pública, o Secretariado Executivo do CCSIDA, a Delegacia de Saúde da Praia, o Centro de Saúde de Achada Santo António, o Hospital Dr. Agostinho Neto, Clinicas Privadas, algumas localidades consideradas de risco e outras estruturas de saúde do interior de Santiago.

 
 
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