“À semelhança de outros pequenos estados insulares, Cabo Verde, sendo um país arquipelágico, de origem vulcânico, inserido numa zona climática subtropical e saheliano árido, é vulnerável a inúmeros e potencialmente perigosos fenómenos associados, primeiramente às mudanças climáticas como cheias-inundações, secas, incêndios florestais, erosão costeira, sismicidade, vulcanismos e movimentos de massa. A estes fenómenos acrescem outros perigos tecnológicos, tais como acidentes industriais, incêndios urbanos e industriais, acidentes de transporte marítimo, aéreo ou terrestre, como ainda as crises sanitárias, epidemias e pandemias, como a que atualmente ainda vivenciamos ou os biológicos e químicos, entre tantos outros.”

1Z5A6672A partir destas possibilidades elencadas, o Ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, considerou ser de estrema importância este evento organizado pelo Hospital Dr. Baptista de Sousa em São Vicente pois há necessidade de cada vez mais focar-se no fortalecimento da capacidade dos sistemas, das instituições e da sociedade cabo-verdiana, para primeiramente e onde for possível, prevenirmos situações extremas.

Segundo aquele governante a estratégia mais abrangente permite, não só a redução dos fatores subjacentes ao risco, suscetíveis de desencadear um desastre; como também previne a criação de novos riscos; mas acima de tudo previne a ocorrência de situações de exceção causadoras de danos materiais e custos de reposição avultados e, principalmente, a perda irreparável de vidas humanas.

Por isso considerou ainda que não sendo possível evitar tais situações, torna-se imprescindível preparar todos os intervenientes para a melhor e mais adequada gestão da situação, tal como promover o melhor ajustamento aos potenciais danos e aumentar a capacidade de se responder às consequências, que muitas vezes são catastróficas e de longo alcance, temporal, económico e social.

O 1º Encontro Técnico – Situação de Exceção e Catástrofe, que teve lugar neste dia 21 de julho na Academia Jota Monte em São Vicente, foi organizado pelo Hospital Dr. Baptista de Sousa com a parceria da OMS e teve como objetivo melhorar a articulação e gestão de risco entre todos os intervenientes locais em situações de catástrofe, considerando benefícios como uma melhor utilização de recursos materiais, humanos e financeiros; a minimização dos impactos de um desastre; e a maior eficiência na gestão destas ocorrências. Além disso, pretende-se enfatizar que esta abordagem integradora requer um modelo participativo de aplicação, e por isso, a articulação entre os órgãos de proteção, defesa civil, órgãos setoriais e a população é necessária.

 
 
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