A marijuana/canábis figura entre as principais drogas ilícitas consumidas em Cabo Verde, sendo cada vez mais frequente na camada jovem e associado a um uso cada vez mais precoce, indicou hoje o secretário de Estado Adjunto da Saúde.

Evandro Monteiro fez esta revelação quando discursava na abertura do seminário sob o lema “Enfrentar os desafios da droga nas crises sanitárias e humanitárias”, tendo citado estudos que apontam neste sentido.

IMG 6267“Dados demonstram que relativamente a cocaína e canábis cerca de 4 a 8% da população consome, mas o número é crescente, e a estratégia para esse combate, para além do controlo e todo o trabalho que deve ser feito, deve recair também na promoção de todos os males associados ao consumo destas substancias”, disse o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde.

Segundo Evandro Monteiro, são sobejamente conhecidos os efeitos nefastos da droga na sociedade cabo-verdiana, sendo que a nível individual, com impacto directo nos valores sociais, económicos e de desenvolvimento, para o sistema no seu todo, colocando em risco a sustentabilidade e as próprias políticas públicas em saúde.

Mesmo assim, frisou ser importante reconhecer que os ganhos alcançados, neste domínio, a nível nacional são, também, sobejamente conhecidos, nomeadamente o programa nacional de luta contra o álcool e outras drogas sob a coordenação da CCAD, o Plano Estratégico Multissectorial de Combate a Problemas ligados ao Álcool e o Plano Nacional Integrado de Luta contra as Drogas e Crimes Conexos.

A coordenadora sénior do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime ou Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (ONUDC) em Cabo Verde, Cristina Andrade, ao usar da palavra passou um breve olhar sobre os dados divulgados no relatório da organização e que indicam que a nível mundial cerca de 284 milhões de pessoas, de faixa etária entre 15 a 65 anos, usaram drogas em 2020.

“São 26% mais do que na década anterior e notamos que com a pandemia os jovens estão a usar mais drogas”, observou, recomendando a Cabo Verde a continuar a investir numa abordagem com base comunitária, pois, o reforço da prevenção nas comunidades trará mais benefícios em termos de desenvolvimento sustentável e diminuição de violência e criminalidade.

A propósito, lembrou que a ONUDC tem estado a trabalhar com Cabo Verde na agenda 20/30 que afirma, claramente, que não pode haver desenvolvimento sustentável sem paz e nem paz sem desenvolvimento sustentável.

Por isso, realçou, combater o flagelo da droga “é indubitavelmente imperativo” para que os países possam alcançar os ODS.

A responsável da ONUDC parabenizou o Governo que, através do Ministério da Saúde, dispôs de um programa nacional que contempla todas as dimensões do problema, abordando de forma inclusiva os efeitos nocivos da droga sobre famílias, indivíduos e sociedade em geral.

O seminário serviu para debates e reflexões sobre temas como “Prevenir o primeiro contacto com as drogas: desafios de hoje”, “O impacto da pandemia no uso do álcool e outras drogas”, entre outros.

PC/CP

Inforpress/Fim

 
 
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