A Direção Nacional da Saúde através do Programa de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou nesta tarde, uma sessão de apresentação do Guia do Cuidador do Doente em Cuidados Paliativos, enquadrado nas comemorações do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, que este ano se assinala neste sábado, 09 de outubro, sob o lema “Não deixe ninguém para trás – Equidade no acesso aos Cuidados Paliativos”.

1Z5A4253O Diretor Nacional da Saúde, Jorge Noel Barreto, que presidiu a cerimónia disse que em Cabo Verde as doenças do aparelho circulatório que constituem as principais causas de morte no país são situações que demandam estes cuidados.

“São situações que deve ter acesso aos cuidados paliativos, sabe-se que os cuidados paliativos estão mais associados às doenças do foro oncológico, mas há uma série de outras situações em que estes cuidados se fazem necessário e também não podemos esquecer de pessoas que tem infeções como por exemplo os doentes pelo VIH, entre outras.

Sobre este guia que foi apresentado, Jorge Noel Barreto disse que está “muito satisfeito” porque o Guia é para o Cuidador e indiretamente beneficia o doente, isso é extremamente importante porque é dar ferramentas a quem cuida da pessoa que está doente.

Os cuidados paliativos são cuidados preventivos pois previne o sofrimento, motivados por sintomas como dor, fadiga e reduz também consideravelmente o risco do luto patológico.

Segundo a Coordenadora do Programa de Prevenção das Doenças Oncológicas, Carla Barbosa, estima –se que as demandas dos cuidados paliativos vão aumentar a nível mundial, isto motivado pelo aumento da carga das doenças não transmissíveis.

 “As principais patologias que requerem os cuidados paliativos são as doenças cardiovasculares, os cancros e doenças degenerativas, sendo que a maioria destes doentes segundo a OMS, estão em países de média ou baixa renda.

Carla Barbosa considerou que a pandemia da Covid19 acentuou a necessidade dos cuidados paliativos em todo o mundo, quer para aliviar o sofrimento físico provocado pela falta de ar, quer o sofrimento psíquico resultante da separação dos seus ente queridos. Ressaltou também que a pandemia da covid19 veio mostrar que há necessidade de se ter mais profissionais com competências em matéria de cuidados paliativos, pois segundo afirmou a demanda dos cuidados paliativos supera a resposta que possa ser dada pelas equipas especializadas.

A Coordenadora do Programa assegurou que Cabo Verde tem se organizado para a implementação dos cuidados paliativos a nível hospitalar e na comunidade. Disse que estes serviços que já vinham sendo prestados nos hospitais tornaram-se prioritário no Plano estratégico de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas.

Em representação da OMS, Flávia Semedo, disse que de acordo com os dados da OMS, em 2019 apenas 50% dos países em todo mundo relataram ter cuidados paliativos nos programa de saúde e aproveitou a ocasião para congratular-se com a iniciativa da Direção Nacional da Saúde, por “este grande passo que está a dar a nível dos cuidados paliativos em Cabo Verde.”

Avançou ainda que é imperativo que a medida que os países se comprometem a alcançar a Cobertura Universal, garantam o acesso de pessoas e famílias aos serviços de prestação de cuidados paliativos eficazes, seguros, centrado nas pessoas, oportuno, equitativos e integrados.

O Dia Mundial dos Cuidados Paliativos ocorre no segundo sábado de outubro de cada ano, e este ano é no dia 09 de outubro. A efeméride é assinalada sob o lema Não deixe ninguém para trás – Equidade no acesso aos Cuidados Paliativos “,com o objetivo de fazer um apelo para o acesso equitativo até 2030, para mostrar ao mundo como são vitais e porque devemos garantir que todos tenham acesso, não importa onde estejam, a sua idade ou origem.

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