Apesar do cancro do colo do útero ser atualmente prevenível e tratável, cerca de 300.000 mulheres morrem por ano, e mais de 85% destas mortes ocorreram em países de renda média e baixa, fundamentalmente nas regiões menos desenvolvidas. O cancro do colo do útero é o quarto tipo de cancro mais comum em mulheres a nível mundial.

Os Vírus do Papiloma Humano (HPV), transmitidos por contato sexual, são responsáveis por 70% dos casos de cancro do colo do útero registados no mundo, e para a sua prevenção foram desenvolvidas e homologadas pela OMS três vacinas eficazes, que permitem a prevenção das lesões pré-cancerosas que, caso não forem tratadas, podem progredir para o cancro do colo do útero, vulvovaginal, bem como as verrugas anogenitais nas mulheres e homens.

Assim com o objetivo de baixar a taxa de morbi-mortalidade por cancro do colo do útero no País, o Ministério da Saúde decidiu introduzir a vacina contra o HPV, numa primeira fase, para as meninas adolescentes, de 10 anos de idade, ou seja, nascidas no ano de 2011, com abrangência nacional, tendo em conta o custo-efetividade e custo-benefício, embora os resultados possam ser visíveis a longo prazo após o inicio da vacinação.

Os pais e encarregados de educação podem a partir de hoje 16 de agosto, levar as meninas com 10 anos de idade, para os centros de saúde, nos serviços de vacinação de crianças, durante o horário normal de expedientes, munidos de caderno de vacinação da Adolescente ou caso não tiverem o caderno de vacinação, podem levar o BI ou CNI ou qualquer outro documento de idenficação para receber a vacina contra o HPV.

A vacina a ser administrada é a Cervarix Bivalente que protege contra os tipos 16 e 18 do HPV, responsável por mais de 70% dos cancros de colo de útero. É uma vacina segura que já foi administrada em vários países do mundo e de cordo com estudos científicos, ainda não foram comprovados efeitos secundários graves relacionados. Mas sabe-se que pode causar manifestações leves como dor no local da injeção, ligeira inflamação e vermelhão.

A vacina será administrada no braço direito e deve ser em duas doses, com intervalo entre a primeira e a segunda dose de no mínimo 6 meses.

O Ministério da Saúde pretende nesta primeira fase vacinar cerca de 4.900 meninas, com 10 anos. Mais tarde, pretende-se alargar a faixa etária e, assim, abranger também as meninas até aos 13 anos. 

Esta introdução da vacina contra o HPV é totalmente financiada pelo Governo de Cabo Verde, através do Orçamento do Estado, e conta com a parceria do UNICEF e da OMS. 

DESDOBRAVEL HPV 01

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DESDOBRAVEL HPV 02

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