O Ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, garantiu hoje, em Ribeira Grande de Santo Antão, de onde presidiu a cerimonia oficial de comemoração da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que se assinala de 1 a 7 de agosto, que o país tem conseguido ganhos importantes ligados a amamentação e a nutrição infantil rumo ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que é de ter 50% de amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida até 2025 e de 70% até 2030.

“Se é verdade que temos tido ganhos não é menos verdade que é preciso aumentar essas taxas para alcançar a meta de 50% de amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida até 2025, uma das Metas Globais de Nutrição, e de 70% até 2030, uma das metas da Agenda 2030” Realçou.

Os ganhos apontados pelo Governante te a ver com:

A existência de um quadro legal na linha da declaração de INOCENTI que promove o aleitamento materno exclusivo e protege as mães e os bebés.

Publicação de legislação sobre Bancos de Leite Humano (BO nº 12 de 1 de março de 2016) e sua revisão (BO nº 16 de 30 de março de 2017);

Instalação de 2 (dois) Postos de Colheita de Leite Humano (PCLH) no Centro de Saúde Reprodutiva da Fazenda e Centro de Saúde de Tira Chapéu;

Ministério da Saúde e o Hospital Agostinho Neto receberam o certificado de reconhecimento pela implementação do primeiro BLH da África por parte da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano;

Reconhecimento do BLH como um Boa Prática em Saúde com a sua apresentação no II Fórum de Boas Práticas em Saúde da CEDEAO, Abidjan – Cote D’Ivoir;

E a implementação da iniciativa Hospital Amigo da Criança, com 3 Hospitais (Hospital Baptista de Sousa, Hospital Regional Santa Rita Vieira e Hospital Regional João Morrias) acreditados na IHAC;

Segundo o Ministro, os dados do Inquérito Demográfico e da Saúde Reprodutiva (IDSR III), realizado em 2018, mostra que a prevalência do aleitamento materno exclusivo é de 41,8%, aumentando 11 pontos percentuais, de 2013 para 2018, o que indica uma melhoria significativa. Ainda segundo o IDSRIII, 71% das crianças foram amamentadas na primeira hora após o nascimento e 92% começaram a ser amamentadas no primeiro dia após o nascimento.

Arlindo do Rosário reconheceu também que os feitos do país nesta matéria de aleitamento materno, tem contado ao longo dos anos com apoios de vários parceiros estratégicos, nomeadamente os Sistema das Nações Unidas, OMS e a UNICEF.

Ainda reforçou que o aleitamento materno deve ser mantido no atual contexto de pandemia, inclusive caso haja suspeita ou confirmação de infeção da mãe por COVID-19, pois segundo avançou um estudo publicado na Lancet já mostrou que os benefícios da amamentação e o contato pele a pele após o nascimento superam de 65 a 630 vezes qualquer risco de morte que o coronavírus possa representar para o bebê. E, para que isso seja feito com maior segurança, é necessário garantir o aleitamento materno com higienização das mãos, etiqueta respiratória e uso de máscaras.

A Cerimonia que marca o inicio das atividades da Semana Mundial de Aleitamento Materno 2021 em Cabo Verde, foi realizada na Ilha de Santo Antão, no Hospital Regional João Morais e foi prestigiada pela Representante Interina da Organização Mundial da Saúde em Cabo Verde Eva Pascoal e pelo Representante do Escritório Conjunto de UNICEF/UNFPA/PNUD, Steven Ursino, ambos discursaram via plataforma ZOOM.

O evento que foi transmitido a nível nacional, faz parte de um programa de atividades que começou de 01 de agosto e se estende até o dia 07 de agosto, nas diferentes estruturas de saúde do país, com palestras sobre diversos temas ligados ao aleitamento materno, exposição, encontros com as comunidades e gestantes e participação em programas televisivos e radiofónicos sobre o tema, entre outros.

A Sema Mundial de aleitamento materno 2021 é assinalado este ano sob o lema “Proteger a Amamentação: Uma Responsabilidade de Todos”, com o objetivo de:

  1. INFORMAR - as pessoas sobre a importância de proteger o aleitamento materno;
  2. ENFOCAR - no apoio ao aleitamento materno como uma responsabilidade vital de saúde pública;
  3. ARTICULAR - com indivíduos e organizações para maior impacto;
  4. POTENCIALIZAR – ações para proteger o aleitamento materno para melhorar a saúde pública.

O tema está alinhado com a área temática 2 da campanha SMAM-ODS 2030 (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) que destaca os vínculos entre amamentação e sobrevivência, saúde e bem-estar de mulheres, crianças e nações. A OMS recomenda mantê-los juntos porque o aleitamento materno não é apenas seguro, mas também previne a mortalidade neonatal excessiva.

 

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