Cabo Verde se coloca ao lado dos países do continente africano para que juntos possam construir uma agenda de saúde que tenha as pessoas em primeiro lugar, que possibilite o acesso aos cuidados de saúde de qualidade, que melhore o padrão de vida das populações e que contribua para realização da Africa que todos nós pretendemos. O Governo de Cabo Verde manifesta todo o seu compromisso para o repto global lançado pela OMS aos países para que desenvolvam politicas efetivas para se alcançar a Cobertura Universal em Saúde e a segurança sanitária em Africa. Esta declaração foi feita pelo Ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, durante a cerimónia de abertura do II Fórum da OMS sobre a Saúde em Africa, que teve lugar hoje, 26 de março, na Cidade da Praia.

Arlindo do Rosário disse ainda que Cabo Verde tem trabalhado para melhorar o acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde de qualidade, seja pela proximidade da rede de infraestruturas de saúde, que neste momento tem mais de 80% da população vivendo a menos de 30 minutos de distância de uma estrutura de saúde, bem como a definição e implementação de um pacote de cuidados essenciais que garantam o acesso aos cuidados de saúde incluído os medicamentos para doenças como tuberculose, VIH/SIDA, paludismo, controlo do pré-natal, parto seguro, vacinação entre outros serviços.

Segundo ministro, hoje Cabo Verde tem uma população, mais saudável com uma esperança média de vida de 72 anos para homens e 80 anos para mulheres. O país foi declarado livre da pólio em 2016 e além disso, um conjunto de doenças como o paludismo, a transmissão mãe/filho do VIH, o sarampo, e a rubéola está na fase de eliminação para os próximos anos.

“O governo de Cabo Verde continua empenhado com a redução da taxa de mortalidade materna e infantil sendo que a meta para o final desta legislatura em 2021, é reduzir para 13 mil nascidos vivos.”

Não obstante, Arlindo do Rosário falou também dos desafios que se impõe presentemente ao Sistema Nacional de Saúde, frisando que a condição arquipelágica do país continua a ser desafiante, para as soluções atualmente existentes.

Na mesma senda, o Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, que presidiu a cerimonia de Abertura deste Fórum, também falou das limitações dos sistemas de saúde em África, considerando que a crescente complexidade e os elevados custos sociais que acarretam as urgências sanitárias constituem uma das principais limitações.

Do contrario, o chefe de Estado Cabo-verdiano, disse que este fórum esta a ter lugar num contexto de construção a nível mundial de novas abordagens aos cuidados de saúde em parte influenciadas por importantes ameaças à saúde e ao bem-estar de muitos milhões de pessoas, nomeadamente em Africa.

“Os conflitos, a pobreza, as desigualdades sociais, as alterações climáticas, os desastres naturais condicionam de forma poderosa o perfil epidemiológico e o acesso das pessoas aos cuidados de saúde nas diferentes fases das suas vidas e a ficarem muito pouco protegidas perante emergências sanitárias.” disse.

Para a Directora Regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, na sua alocução deixou o compromisso da OMS com todos os cidadãos e governos dos nossos Estados-Membros, a sociedade civil, o sector privado, parceiros, em apoiar a realização da cobertura universal de saúde e construir sistemas de saúde nos respetivos países, mais fortes, mais resilientes e recetivas.

O propósito segundo a mesma, está plasmado no 13º Programa Geral de Trabalho da OMS, em cujo coração estão 3 metas ambiciosas chamadas de “o triplo bilhões”:

1 bilhão a mais de pessoas beneficiadas pela Cobertura Universal de Saúde (UHC), 1 bilhão a mais de pessoas melhor protegidas de emergências de saúde, e 1 bilhão de pessoas que desfrutam de melhor saúde e bem-estar.

“Estou certo de que a partilha de ideias, lições aprendidas, ferramentas e abordagens, e futuras parcerias que surgirão deste Fórum na Praia, irão desempenhar um grande papel na nossa contribuição da Região para estes números.” concluiu Moeti.

O II Fórum da OMS sobre a Saúde em África, decorre na capital Cabo-verdiana, de 26 a 28 de março, sobre o tema “garantir a Cobertura Universal de Saúde e a Segurança Sanitária – a África que queremos ver”.

O tema sublinha, até que ponto, uma boa saúde para todos, passando pela segurança sanitária à cobertura universal de saúde, são essenciais para o desenvolvimento do continente. Este II Fórum também representa oportunidade da reafirmação do engajamento firmado durante o I Fórum da OMS sobre a saúde em África que teve lugar em kigali (ruwanda), a 27 e 28 de junho de 2017, subordinado ao tema “Colocar as Pessoas em Primeiro Lugar: O Caminho para a Cobertura Universal de Saúde em África”, o Fórum tinha por finalidade explorar as prioridades e os desafios dos serviços de saúde em África e encontrar novas formas de alcançar uma melhor saúde para todos.

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