“O tabagismo não é apenas um problema individual do fumador. O negócio do tabaco vai além da ameaça à saúde individual. É a causa de desigualdades sociais, de danos ambientais e de corrosão à economia. O tabagismo traz sofrimento, doença, morte e empobrece famílias e países”. A afirmação é do Ministro da Saúde e  da Segurança Social, Arlindo do Rosário, na cerimónia de abertura do Seminário de capacitação para o controlo do Tabaco, realizada esta terça feira, (12), na Cidade da Praia.

Na sua intervenção, falou da prevalência do tabagismo em Cabo Verde comparando com outros países, lembrando que o último estudo realizado apontou para uma prevalência ao longo da vida de 17,4%, sendo cerca de 53% em jovens com idades inferior ou igual a 18 anos e destes 7% ocorreu em crianças com idade entre 6 a 12 anos”.

 No entanto, o ministro alerta que apesar da sua baixa prevalência, Cabo Verde contínua vulnerável, considerando o contexto global de procura de novos mercados em países pobres e em desenvolvimento, pelas indústrias do tabaco. Por isso, o país deverá manter-se vigilante, perante as incertezas no que concerne a uma eventual abertura do mercado nacional à concorrência pelas empresas multinacionais a partir de 2021.

 Neste sentido, no quadro de uma estratégia multissetorial e integrada de combate e prevenção de uso de Substâncias Psicoativas, o governante adiantou que “o país está a reforçar as ações e está a implementar a Convenção Quadro”.

 A nível da Região Africana, o titular da pasta de saúde apontou “são muitos ainda os desafios a enfrentar”, nomeadamente, “a deficiente regulação da Convenção, a permanente exposição dos jovens menores ao tabaco e a disponibilidade de novos produtos do tabaco, como a shisha.

 Por sua vez, Celso Monteiro, Ponto Focal para o Tabaco do Ministério da Saúde, explica que neste seminário, numa panorâmica geral será abordado a questão da problemática do tabaco no mundo e em concreto nos países Africanos.

 Segundo Monteiro, no fim deste seminário, em relação às politicas do tabaco pretende-se ter um quadro mais concreto e materializado, que “os nossos juristas em Cabo Verde e outras pessoas afetas ao controlo do tabaco, estejam melhor preparados e com ideias novas para a implementação da Convenção Quadro”.

 De relembrar que o país já começou a implementar a Convenção Quadro, tendo já alguns processos concluídos, e por outro lado, já tem um mecanismo para a implementação da convenção, já tem plano estratégico para o controlo do tabaco. E ainda segundo Monteiro, para breve sairá “um novo quadro jurídico que vai permitir ter uma política muito mais abrangente para o controlo do tabaco”.

 A abertura do evento, contou com intervenções do Representante da Organização Mundial da Saúde, Mariano Castellon, da Patricia Lambert, Diretora do Consórcio Jurídico Internacional da Campanha “Crianças livre do tabaco”, do Rodrigo Santos Feijó, Representante do Secretariado da Convenção e ainda contou com a presença da Secretária Executiva da Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas, Fernanda Marques e da Coordenadora Sénior da ONUDC, Cristina Andrade.

foto seminário Tabaco

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