Em ato central para assinalar o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, este ano sob o lema, “Conheça o seu Estatuto serológico”, oMinistro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, afirmou que “a infeção pelo VIH - Sida continua sendo um problema de saúde publica”. O governante mencionou que em 2017 foi atingido, em termos de tratamento, uma cobertura de 71% das pessoas que vivem com o VIH (PVVIH) conhecidas, entretanto, garantiu o mesmo que ainda há um importante percurso a fazer, e a meta é atingir os 90% em 2020, ou seja, e dessa forma cumprir a estratégia 90, 90, 90.

“Ainda há um conjunto de desafios e um longo caminho a ser percorrido, por forma a que diminuamos a prevalência, por forma a que aumentemos a cobertura em termos de tratamento, por forma a que de facto consigamos aumentar a redução da carga viral daqueles que estão a fazer tratamento”.

Arlindo do Rosário avançou que foram realizados progressos significativos na luta contra o VIH-SIDA em Cabo Verde, “muito se tem feito neste processo”, no entanto reforça que isso significa que “não podemos abrandar os esforços, mas sim precisamos continuar bem focados, e reforçarmos as estratégias já implementadas”.

Referiu que a taxa de prevalência do VIH-Sida é relativamente baixa, 0,8 por cento (%), não obstante “é um momento para refletirmos sobre, os constrangimentos, desafios que a epidemia ainda coloca a nível mundial, regional e nacional”.

Estes constrangimentos segundo o ministro estão relacionados com o baixo financiamento, e é nessa perspetiva que garante o mesmo que o Governo desde 2017 vem trabalhando com o Fundo Global, com vista “a aumentar progressivamente esse financiamento de 10% a cada ano”.

Apesar do apoio do Organização Mundial da Saúde e do Fundo Global, afirmou, entretanto, que ainda há necessidade de contar mais com o financiamento interno, “uma luta feita em várias frentes”, frisa.

Segundo os dados apresentados pela representante do secretariado executivo do Comité de Coordenação do Combate à Sida (CCS/Sida), Maria Celina Ferreira, em média anual Cabo Verde regista 300 novos casos diagnosticados nas estruturas públicas de saúde e nas estruturas da sociedade civil.

Em termos de acesso aos meios de diagnósticos, disse que são feitos 25 mil testes anuais na população geral e nas grávidas.

Das 10 mil grávidas acompanhadas no pré-natal, indicou, 80 a 90 são seropositivas e 40% são casos já conhecidos. Cabo Verde, revelou, tem em seguimento nos serviços de saúde cerca de 2.600 pessoas e cerca de 78% já tem acesso ao tratamento antirretroviral.

Nesta mesma ocasião, foi lançada a campanha “Nascer para Brilhar” , cuja apresentação ficou ao encargo da madrinha primeira-dama, Lígia Fonseca, que finalizou a sua intervenção almejando “que esta campanha seja um sucesso para o País”.

De referir, que participaram da cerimónia, como membros da mesa de honra, o representante da Organização Mundial da Saúde, Mariano Castellon e Ailton Lima em representação à Rede Nacional de PVVIH.

foto ato central dia mundial de luta contra a SIDA

 

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