No âmbito de uma visita de reforço de ações de cooperação para o desenvolvimento na área da saúde e da educação, a partir do dia 20 de novembro, procedeu-se, na tarde desta terça-feira, à assinatura de um protocolo de cooperação no âmbito do apoio ao controlo do cancro. O referido protocolo foi assinado pelo Diretor Nacional de Saúde, Artur Correia, na presença do Ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário e a Fundação Calouste Gulbenkian esteve representada pelo seu administrador, Guilherme d’Oliveira Martins.

O protocolo ora assinado vem, segundo o ministro da saúde, materializar aquilo que está no “Plano Estratégico Nacional de Controlo do Cancro, 2018-2022”, que abrange para além do diagnóstico precoce, o tratamento tem incluído “a possibilidade da quimioterapia”, diz.

Arlindo do Rosário reconhece que o Projeto de rastreio de colo uterino, realizado entre 2016 e 2017, teve um impacto positivo em que as “muitas mulheres conseguiram beneficiar de um diagnóstico precoce”.

Segundo o governante, este acordo é algo eventualmente que deve continuar, pois, Cabo Verde passa por um momento de transição demográfica e epidemiológica, em que as doenças crónicas não transmissíveis, nomeadamente da área da oncologia começam a prevalecer sobre as doenças transmissíveis.

Diante disto o governante avança que “isso representa de fato desafios e custos importantes (custos individuais, custos para a sociedade, custos para o governo), por isso torna-se importante trabalhar a área da prevenção, do diagnóstico precoce e das doenças oncológicas”.

Na ótica, do administrador da Gulbenkian, Guilherme Martins, este “não trata de um projeto inédito, trata sim da continuidade de uma cooperação extremamente fecunda, uma vez que os resultados alcançados pelo projeto piloto Rastreio de base populacional do Cancro do Colo do Útero em Cabo Verde, entre 2016 e 2017, constituiu um importante contributo para aquilo que estamos a continuar”.

Guilherme Martins acrescenta, ainda, que sendo o cancro a segunda doença em Cabo Verde “é indispensável que nos empenhemos relativamente a este esforço que tem a ver com o diagnóstico precoce, esse que constituí um elemento fundamental para lidarmos com a doença e sobretudo para garantirmos que este projeto seja um projeto de saúde e de desenvolvimento”.

Este protocolo abrange a parte de diagnóstico precoce (nível dos cuidados primários de saúde), o tratamento (nível hospitalar) e ainda inclui a componente de formação em várias áreas, também equipamentos importantes de diagnóstico e de tratamento.

O projeto apoiado pela Fundação Gulbenkian visa melhorar o diagnóstico e o tratamento das doenças oncológicas em Cabo Verde.

De realçar, que o projeto piloto “Rastreio de base populacional do Cancro do Colo do Útero em Cabo Verde” realizado entre 2016 e 2017 permitiu avaliar perto de 2.600 mulheres e evitar o desenvolvimento de cancro em 174 delas, a futura intervenção centra-se nos cuidados prestados nos Hospitais Centrais do País -Hospital Dr. Agostinho Neto, na Praia, e Hospital Dr. Baptista de Sousa, no Mindelo -, apostando na formação especializada em Portugal, de 21 estágios e localmente, de 34 profissionais, bem como no reforço do equipamento clínico especializado nos dois hospitais.

assinatura protocolo com gulbenkian

 

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