O Ministro da Saúde e da Segurança Social defende que   “a saúde não poderá caminhar sozinha”, e que  “o fortalecimento do sistema de saúde passa necessariamente pela complementaridade dos serviços público e privado da saúde, bem como pela intersectorial”. Arlindo do Rosário fez esta afirmação durante a sua intervenção no ato de encerramento do Fórum Nacional de Saúde, esta sexta-feira, 15 de junho.

O ministro reconhece que Cabo Verde tem um “bom Sistema Nacional de Saúde” que, segundo ele, começou há 42 anos, porque os sucessivos governos tiveram o “bom senso de reconhecer o que de bom foi feito, corrigir o menos bom e colocar novas pedras nesta construção coletiva”.

Para Arlindo do Rosário, com a realização deste Fórum Nacional da Saúde e da Segurança Social, ficou evidente o comprometimento de todos na busca de soluções que possam, efetivamente, “melhorar as nossas intervenções, aumentar a resiliência do nosso sistema e reforçar o papel do Sistema Nacional da Saúde na promoção e prestação de cuidados de saúde”.

“Que possamos implementar as recomendações saídas deste fórum, que possamos gerir melhor, que que juntos possamos fazer do sistema nacional de saúde, uma garantia para o desenvolvimento económico e social de Cabo verde”, frisou, o ministro.

Por sua vez, a Diretora Nacional, Maria da Luz Lima, fez um “balanço positivo” do Fórum Nacional da Saúde. Durante a apresentação das recomendações saídas do referido encontro explicou que “uma das recomendações foi no sentido de reforçar a melhoria dos cuidados de prestação de saúde a níveis primário, secundário e terciário”.

Esta responsável elencou ainda que se recomendou a ser licenciado um novo importador e distribuidor nacional de medicamento, de preferência controlado pelas farmácias privadas; a reavaliação da lista nacional de medicamentos e consequente introdução de novos fármacos no mercado e, melhoria da gestão das evacuações internas e externas dos doentes.

Quanto à saúde mental e alcoolismo, declarou que se colocou “muita ênfase” na prevenção e, também, um “melhor seguimento” das situações de doenças crónicas relacionadas como o álcool e usos das drogas e do tabaco.

Sobre a recomendação da implementação da medicina geral familiar no país, Maria da Luz Lima garante que os primeiros passos deverão ser dados no sentido da capacitação e formação dos médicos de família, tendo já para o efeito o Ministério da Saúde assinado um protocolo com o seu congénere de Portugal.

“Acredito que nos próximos dois anos terão sido dados os primeiros passos para a formação de especialistas em Medicina Geral e Familiar”, salientou.

Acrescentou ainda que o congresso dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa sobre o cancro, enquadrado no referido fórum, recomendou no sentido de considerar esta doença como um “grande problema” de saúde pública nos PALOP.

Durante o fórum, foi também recomendada a criação de uma associação dos empresários do sector privado da saúde, em relação à qual o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, já manifestou a sua satisfação.

O referido Fórum terminou na passada sexta feira (15) e integrou a mesa da cerimónia de encerramento o Presidente da Assembleia de Cabo Verde, o Ministro da Saúde e da Segurança Social e o Representante da Organização Mundial da Saúde em Cabo Verde.

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