O Hospital Dr. Agostinho Neto recebeu durante uma semana duas missões médicas na especialidade Neuro pediatria e Ginecologia Obstetra. De 15 a 21 a Missão de Médicos Holandeses da ERAMUS Medical Center, constituída por dois ginecologistas obstetras, desenvolveu durante uma semana ações de capacitação de ginecologistas obstetras em Parto Instrumentos (Técnicas de ventosa), uma técnica que irá influenciar na redução da taxa de cesarianas.

De acordo com a gineco-obstétra holandesa Ingrid Brussé, as técnicas de ventosa vão ajudar Cabo Verde a diminuir a taxa de cesariana em perímetros ideais que variam entre 15% a 20%, visto que a taxa do país situa nos 40%. Em jeito de recomendação, Ingrid Brussé salientou que é importante o país começar a apostar seriamente na especialização dos médicos nacionais, por outro lado, acredita ser necessário apostar na melhoria da base de dados da maternidade. “Existem muitos médicos de outras nacionalidades no hospital, por isso acho importante o país começar a pensar em apostar na especialização dos médicos nacionais”.

Segundo a directora da Maternidade, Yolanda Landim, especialista em ginecologia, a formação é de mais-valia, visto que irá ajudar a equipa da maternidade do Hospital da Praia a monitorizar e diminuir a taxa de cesariana. “No fundo é a extracção do bebé com técnica de ventosa para acelerar o período expressivo e que nos permite tirar mais rapidamente o bebé, se este estiver em sofrimento”, explicou.

E no âmbito da cooperação entre Cabo Verde e Portugal, o hospital Agostinho Neto recebe também a 12ª Missão da Equipa de Neuro Pediatras, composta por três médicas neuro pediatras e uma fisioterapeuta. Do programa da equipa médica portuguesa constam também consultas às crianças com patologias de fórum neurológicos no Hospital Dr. Batista de Sousa em São Vicente e em Santo Antão.

A coordenadora da missão, por parte de Cabo Verde, Albertina Fernandes Lima, neurocirurgiã do HAN, esclarece que se trata de uma cooperação que tem como objetivo avaliar crianças com patologias de foro neurológico, bem como a capacitação dos técnicos locais.

“É uma colaboração com sete anos de vida, que inclui catividades assistenciais e de formação de técnicos no país. É uma missão de extrema importância para a saúde das crianças com patologias neurológicas e para a diminuição de evacuações desnecessárias para Portugal”, explica.

A missão, acrescentou a coordenadora, contribui para que as crianças possam fazer o seu tratamento no país, junto com os seus familiares, com uma orientação e abordagem técnica e terapêutica e por outro lado reduzir as evacuações para Portugal.

Desde da 1ª missão da equipa portuguesa, realizada em 2011, até agora foram realizadas cerca de 1500 consultas afirma Albertina Fernandes.

foto missão portugues HAN

 


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